Questão de tempo
Com indefinição, Marcílio Dias e Metropolitano priorizam preparação física dos jogadores
Sem data certa para entrar em campo, oficialmente, Marcílio Dias e Metropolitano correm, literalmente. O imbróglio jurídico em que se transformaram as séries C e D do Brasileiro já atrasou o início das competições em pelo menos três semanas. Nesse tempo, as comissões técnicas dos dois times do Vale aproveitam para colocar os elencos em forma: recuperando jogadores lesionados e trabalhando o condicionamento físico.
No Marcílio Dias, o preparador-físico Emerson Buck considerou positivo o tempo prolongado de trabalho. Com um grupo de jogadores formado às pressas – e que ainda tem jogadores para chegar – e com situações físicas distintas, Buck intensificou os trabalhos para deixar todos próximos de um padrão físico. Nos últimos dias, diz que passou a mesclar exercícios físicos com técnicos, em fase final de preparação.
Com o tempo a mais de trabalho, o preparador do Marinheiro é taxativo:
– Não podemos usar o tempo como desculpa.
Já no Metropolitano, a paralisação gerou perdas e ganhos ao elenco. O preparador-físico Guilherme Rondon lembra que o planejamento inicial previa o time em campo no último dia 27. E, por isso, trabalhou para que o grupo chegasse à data perto do ápice físico.
– Estávamos à frente dos demais, por ter mantido a base do Estadual e ter iniciado o trabalho antes. Agora, com esse descanso, acho que fomos prejudicados.
Por outro lado, Rondon reconhece que pôde recuperar atletas machucados, como o zagueiro Elton, que já treina normalmente com o grupo. E são justamente as lesões que preocupam o preparador.
– Hoje, temos todos os jogadores à disposição. O que prejudica nosso trabalho é a possibilidade de alguma lesão – comentou.
Além das lesões, Rondon tem de lidar com o psicológico dos jogadores, afetado pela ausência de jogos.
– O atleta treina para jogar. Sem jogo, não é a mesma coisa. Temos conversado bastante com os atletas sobre isso – completou.
EVERTON SIEMANN